Blog da ABRASCOND

Blog sobre o universo condominial, feito pela ABRASCOND

O síndico precisa ser ouvido.

Por Rafael de Sousa*,

Diretor Comercial da Purificatta

Viajar por um país com dimensões continentais, nos propicia, conhecer muita gente diferente, com culturas, costumes e principalmente manias bem peculiares, porem, por mais incrível que pareça, é na figura do sindico, que independentemente da cor, classe social, idade, sexo ou até personalidade, que encontro os perfis mais semelhantes.

Chegar em um condomínio e escutar o sindico, o zelador dizer a frase: “aqui o povo é complicado”…

Ouvir isso tornou-se tão comum, quando chegar no balcão da padaria e ouvir o padeiro dizer quantos pão você quer, a única diferença, é que no Rio Grande do Sul, eu escuto, quantos “cacetinhos”, em Santa Catarina, quantos pães d`água e pão francês em outros estados.

E num primeiro momento pensei, sindico é tudo igual, mas quando você conhece pessoas tão diferentes, com profissões e objetivos de vida muito distintos, mas todos com o mesmo propósito de se doar para gerir a convivência de muitas famílias, que além de vizinhos, são amigos, passando para o lado da vidraça e tendo que assumir a bomba que ninguém quer, mas todos opinam e criticam, chego a seguinte conclusão, não são os síndicos todos iguais, mas as situações nos condomínios.

Do norte ao sul, nos mais de dez estados que visito colocando máquinas de água purificatta, os conflitos, problemas, dramas, casos de polícia e soluções, são sempre as mesmas e então você descobre, se escutar um sindico, escutou todos, mas não porque eles são iguais e sim porque eles vivenciam e gerenciam as mesmas situações, não importa o tamanho, região ou classe social do condomínio.

E está exatamente aí a minha melhor escola, escutar o síndico.

Hoje ficamos por aqui, mas na minha próxima coluna, falamos mais sobre esse ser humano que precisa ser estudado pela NASA, para que consigamos entender o que dá na cabeça de um morador de condomínio para aceitar administrar a área comum onde vivem as famílias dos seus vizinhos, amigos e muitas vezes, até inimigos. Passando o dia todo sendo criticado por isso, na maioria das vezes, sem nenhum tipo de remuneração ou contratação regulamentada.

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